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Saturday, October 17, 2015

A Coragem de Tomar Decisões

Ontem foi o aniversario de minha irmã, e eu não conseguia me decidir, se ligava, ou não ligava para ela. Então eu decidi assistir um filme com o Michael para me relaxar e depois tomar a minha decisão.
Quando eu  conheci o Michael, ele-se  chamava  de idiota o tempo todo.
 Eu disse para ele:
- Michael  não aceite mais que alguém o chame de idiota. Esta sua auto-desvalorização, é porque você já esta permitindo que alguém te desvalorize.
Na semana seguinte, o Michael me ligou, para me contar, que ele havia se mudado da casa do pai, após o pai o chamar de idiota mais uma vez.
O pai de Michael é um alcoólatra que  o chamou de idiota a vida toda. A relação entre os dois, pai e filho, era praticamente inexistente, somente preenchida com discussões e desrespeito. Agora passado seis meses da mudança do Michael da casa de seu pai; ele começa a sentir falta do pai.
 No filme de ação, que estávamos assistindo, tinha uma estreita ponte de madeira sobre uma cachoeira enorme, e o herói tinha que decidir se sucumbia ao inimigo ou arriscava e atravessava a pequena e perigosa ponte de madeira.
Na nossa vida  muitas vezes, temos que tomar decisões como do herói cinematográfico. A decisão de atravessar uma ponte frágil e insegura, para abandonarmos  uma família que não nos respeita,  uma família que nos chama de idiota.
Porque é tão difícil atravessar a ponte? O Michael atravessou a ponte, mas agora pensa em retornar, em cruzar a ponta de volta para o passado.
Eu sei que ele estava numa vida de dor, porem ele não esta sabendo  viver sem a dor, porque o único amor que ele conhece é o amor dolorido.
O que ele deve fazer?
O guru trás respostas, mas eu não sou guru, eu não tenho respostas.
A liberdade de escolher é dele.
Eu não tendo que decidir, porque o problema é dele.
E eu? Eu ligo ou não ligo para minha irmã?

A angustia da liberdade de ter que decidir, pesa em meus ombros.
A minha amiga Cristina tem um relacionamento de 11 anos, e ela precisa decidir se ela fica no relacionamento ou abandona o relacionamento. Ela precisa que alguém diga a ela o que fazer.
Porque o que ela sabe, ela não quer saber, quem deseja ma noticias?
 Eu li vários livros de passo a passo, participei de vários seminários, procurando respostas para minhas incertezas. Mas diariamente eu tenho o dilema da escolha. E eu preferiria não ter que escolher.
Eu posso confiar que a minha decisão sera a correta?  

Eu aprendi que devíamos confiar nos outros, no que eles fazem. Eu confio totalmente no meu banco, quando entrego meu dinheiro para eles. Eu confio totalmente nos meus conselhos dados ao Michael.
Mas ao mesmo tempo minha mãe falou que eu deveria desconfiar de estranhos. E quantos problemas eu teria evitado em minha vida se eu tivesse desconfiado dos estranhos. Mas eu não sou uma estranha, e eu desconfio de minha capacidade de tomar a decisão correta.
Eu ligo ou não ligo?
As vezes a minha mente não confia em meu espirito. Somente pela minha indecisão, eu sabia que não devia ligar. Porque quando eu devo agir, eu sinto uma compulsão feliz não duvidas,
Eu não liguei.