Thursday, June 6, 2019

Diabete é Viver no Passado

Eu tenho me encontrado com muitas pessoas com diabete. Eu percebo estes encontros como o sinal de    alerta, que me diz: "Se- cuide! Visite o passado mais não fique nele."
É  possível somente visitar o passado. Sim é possível. Mas é necessário?
É preciso estudar o passado, para construir o futuro?
É preciso aprender sobre o passado para não cometer mais erros?
A pessoa morre e a gente a ressuscita, esqueletos se tornam mestres.
Na escola, eu tive que decorar a filosofia de cadáveres, que nem ao menos sei se foram felizes. Eu tive que memorizar nomes de assassinos cruéis, que invadiram as terras dos meus antepassados.
Eu convivo com monumentos de criminosos do passado, tendo que adora-los como heróis.
O passado foi um passatempo temporário. Porque não mante-lo na prisão do passado?
Foi bom, mas passou.
Foi glorioso, mas passou.
Foi amor, mas passou.
Foi dolorido, mas passou.
Foi amizade sincera, mas passou.
Agora eu tenho a dignidade de deixar o passado voltar pro seu tempo de passado.
Agora enterro o passado.
O passado não me define.
O passado não é meu dono, nem meu escravo.

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